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domingo, 24 de julho de 2011

Matéria no jornal O Diário sobre o Ambulatório da Dor

http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/439969/ambulatorio-de-dor-funcionara-em-agosto/

Ambulatório de Dor funcionará em agosto

  • Carla Guedes
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Os pacientes com dor crônica terão tratamento gratuito em Maringá dentro de 1 mês. A partir do dia 3 de agosto, começa a funcionar o Ambulatório de Dor, no Pronto Atendimento Zona Norte, no Jardim Alvorada, que atenderá pessoas com fibromialgia, dores de cabeça, lombar baixa e oncológicas que não tiveram melhora com tratamentos anteriores.
Coordenador do ambulatório, o médico Orlando Colhado, especialista em dor, explica que os pacientes passarão por triagem antes de serem encaminhados ao especialista. A princípio, o ambulatório fará consultas às quartas-feiras à tarde.
Estudantes de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que integram a Liga Sem Dor de Maringá vão acompanhar os atendimentos para estudos de tratamento e diagnóstico.
"(O tratamento da dor) é uma especialidade que não existe no SUS", destaca o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi. "O serviço que vamos oferecer é algo inédito na saúde pública." Ele conta que o paciente passará por consulta e depois pelo procedimento de bloqueio de dor.
Levantamento da Organização Mundial da Saúde aponta que uma em cada três pessoas no mundo sofre com dores crônicas.

Douglas Marçal
Colhado: pacientes vão passar por triagem para encaminhamento

Colhado diz que primeiro é preciso diferenciar dores agudas e crônicas para buscar o tratamento ideal. "A dor aguda é aquela sentida pelo paciente pós-operado ou que sofreu um acidente, por exemplo. Ela é mais intensa nas primeiras 72h", explica o médico, que é coordenador da Liga Sem Dor de Maringá e presidente da Sociedade Paranaense para o Estudo da Dor. A dor é considerada crônica quando persiste por mais de 3 meses.
São quatro os fatores que levam à dor crônica: genético, laboral, ambiental e cultural. "O paciente não deve se acostumar com a dor", avisa Colhado.
"A dor tira o prazer de viver e o convívio social do paciente." Ele afirma que o tratamento de bloqueios terapêuticos é hoje a melhor forma de devolver a qualidade de vida ao paciente. O procedimento consiste em injetar o medicamento diretamente no local de origem da dor. "É o melhor tratamento depois a pessoa já tentou de tudo, mas nada funcionou".

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